A UTILIZAÇÃO DAS MEDIAÇÕES COGNITIVAS PARA O ENSINO E A APRENDIZAGEM DA FUNÇÃO AFIM

GISIANE DA SILVA CARNEIRO

Resumo


O presente estudo analisou a eficácia de diferentes mediações cognitivas no ensino da função afim, incluindo o esboço de gráficos no plano cartesiano (mediação psicofísica), atividades em grupo mediadas pela docente (mediação social), vídeos didáticos (mediação cultural), simulações no GeoGebra (mediação hipercultural) e interações com o ChatGPT (mediação sofotécnica). O objetivo geral da pesquisa foi investigar as potencialidades dessas mediações no processo de ensino e aprendizagem da função afim, bem como identificar as dificuldades e o nível de compreensão conceitual dos estudantes em relação ao tema. A pesquisa adota uma abordagem qualitativa, exploratória e descritiva, fundamentada em um estudo de caso realizado com cerca de 37 alunos do 1º ano do Ensino Médio de uma escola estadual localizada em Novo Hamburgo (RS), onde a pesquisadora atua como professora. A coleta de dados envolveu observações em sala de aula, análise das interações dos alunos com o ChatGPT, atividades pedagógicas aplicadas e anotações em diário de campo. Fundamentada na Teoria da Mediação Cognitiva (TMC), a investigação buscou compreender como o uso articulado de ferramentas tecnológicas e recursos didáticos pode influenciar o desenvolvimento cognitivo dos alunos. Os resultados indicaram que as diferentes mediações desempenham papéis distintos, mas complementares, nas dinâmicas de aprendizagem. O GeoGebra foi amplamente reconhecido como uma ferramenta eficaz para a visualização e compreensão interativa dos conceitos matemáticos. As explicações da professora também se destacaram, evidenciando a importância da mediação humana no processo educativo. A pesquisa ressaltou a relevância da diversificação metodológica para atender à pluralidade de estilos de aprendizagem, favorecendo o desenvolvimento das potencialidades individuais dos estudantes. Observou-se, no entanto, uma discrepância entre o desempenho prático e a segurança conceitual dos alunos, o que reforça a necessidade de estratégias pedagógicas que fortaleçam tanto o domínio técnico quanto a autoconfiança e a compreensão teórica. Recomenda-se que estudos futuros aprofundem a integração de tecnologias mais robustas no contexto educacional.

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